Abstract
Os estudos sobre as mobilidades e as mobilidades humanas nos chamam a atenção para o problema do nacionalismo metodológico e constituem um campo que demanda novas abordagens. Ainda que os Estados produzam muitas categorias para agrupar e governar pessoas, certas categorias são necessárias à própria formação do Estado-nação, e a população "imigrante" é uma dessas categorias. No contexto onde subjetividades são moldadas por dicotomias, tais como cidadão/imigrante, o artigo pergunta como pesquisamos a imigração sem reforçar o imigrante como um sujeito problemático e como reconhecemos o papel fundamental desempenhado pelo Estado-nação sem cair no nacionalismo metodológico. O estudo defende a desnaturalização das categorias tanto a de imigrante quanto a de cidadão. Recomenda que tomemos mais cuidado com as limitações existentes no âmbito da cidadania mediante a abordagem racial, e à forma como alguns Estados exercem controle sobre o deslocamento de cidadãos pela via do Estado de bem-estar social. Estas duas formas podem contribuir para estabelecer conexões entre os migrantes e os cidadãos (formais).
| Translated title of the contribution | The making and unmaking of migrants and citizens: rethinking the study of human movement |
|---|---|
| Original language | Portuguese |
| Pages (from-to) | 49-65 |
| Number of pages | 16 |
| Journal | Revista Trilhos |
| Volume | 2 |
| Issue number | 1 |
| Publication status | Published - 26 Oct 2021 |